Metodologias ativas no ensino de matemática nos anos finais do ensino fundamental
contribuições para a aprendizagem significativa em escolas públicas
DOI:
https://doi.org/10.57108/iesj.2026.6-2.20Palavras-chave:
metodologias ativas, ensino de matemática, aprendizagem significativa, ensino fundamental, escola públicaResumo
O ensino de Matemática nos anos finais do Ensino Fundamental reúne desafios relacionados à heterogeneidade das turmas, às lacunas de conhecimentos prévios, à abstração crescente dos conteúdos e à necessidade de atribuir sentido ao que se aprende. Nesse contexto, as metodologias ativas têm sido discutidas como possibilidades de reorganização do trabalho pedagógico, ampliando a participação do estudante sem reduzir a responsabilidade docente pela seleção, mediação e sistematização do conhecimento. Este artigo objetiva analisar as contribuições das metodologias ativas para a aprendizagem significativa da Matemática nos anos finais do Ensino Fundamental, com ênfase nas condições concretas das escolas públicas. Trata-se de revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa e caráter analítico, fundamentada em autores clássicos da aprendizagem significativa e da educação crítica, documentos curriculares brasileiros e estudos recentes sobre metodologias ativas e Educação Matemática. A análise foi organizada em quatro eixos: aprendizagem significativa e conhecimentos prévios; protagonismo discente e mediação docente; estratégias ativas aplicáveis à Matemática; e limites e condições de implementação na escola pública. Os estudos examinados indicam potencial para maior envolvimento, argumentação, resolução de problemas, colaboração e articulação entre conceitos matemáticos e situações contextualizadas. Entretanto, os resultados também mostram que atividade, tecnologia ou ludicidade, isoladamente, não asseguram aprendizagem. Conclui-se que metodologias ativas podem favorecer aprendizagens matemáticas mais significativas quando articuladas a objetivos claros, avaliação formativa, conhecimentos prévios, formalização conceitual e condições reais de trabalho docente.
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